Djan
Madruga foi
o primeiro dos grandes nomes da natação brasileira e abriu
as portas do esporte para Ricardo Prado, Gustavo Borges, Fernando Scherer.
Na década de 80, obteve 158 medalhas em sete anos e meio de
competição. Pelos muitos e sucessivos recordes sul-americanos
que estabeleceu, ganhou da Federação Internacional de
Natação (Fina), o título de "Cavaleiro da
Natação".
Madruga começou a nadar aos oito anos de idade na praia de Copacabana,
no Rio de Janeiro. Aos 22 anos, era um atleta fora dos padrões
sul-americanos. No total de medalhas, verifica-se um maior número
de vitórias em competições internacionais do que em
competições nacionais. Em 1974, competiu na mesma temporada
na Copa Latina da França, no Campeonato Aberto do Canadá, no
Sul-Americano da Colômbia, na Universíade da Romênia,
Djan Madruga conquistou 89 medalhas internacionais - maior parte delas,
de ouro - e 69 medalhas nacionais.
Em 1980, obteve a consagração plena nas piscinas. Conquistou
a medalha de bronze no revezamento 4x200m nos Jogos Olínpicos de Moscou
junto com Ciro Delgado, Marcus Mattioli e Jorge Luis Fernandes e foi o primeiro
lugar no Campeonato Aberto dos Estados Unidos, na classificação
mundial por pontos. Djan venceu os 400 medley e os 800 livres - com a segunda
melhor marca do mundo em todos os tempos e tornando-se o primeiro, depois
do soviético Viktor Salnikov - a quebrar a barreira dos oito minutos
nesta distância. Foi ainda segundo colocado nos 400 e nos 1.500 metros
livres.