EXERCÍCIOS TEATRAIS DRAMATICIDADE COM ESPIRITUALIDADE Sabemos que para se "fazer" um bom ator é fundamental a prática de exercícios teatrais, também conhecidos como oficinas ou laboratórios. Neles, os membros de um grupo podem trabalhar os seus potenciais criadores. Mas os exercícios que oferecemos aos grupos espíritas não exploram potencialidades dramáticas puras; antes enfatizam, simultaneamente, a ética e a moral cristã. Seremos mais claros: o potencial dramático faz parte das possibilidades criadoras que todos nós, espíritos eternos, possuímos. Como o objetivo fundamental da doutrina espírita é a evolução de todos, os exercícios devem abarcar não só aquelas possibilidades mas também outras potencialidades do espírito: o amor, a vontade, a consciência, o livre-arbítrio e a disciplina, entre outras.
Nunca usamos exercícios que incentivam sentimentos inferiores, como a sensualidade, porque podem provocar nos membros do grupo posturas transgressoras dos princípios morais contidos no Evangelho. Todavia, é bom esclarecermos, referimo-nos a exercícios motivadores de contatos físicos desnecessários, provocadores de um certo primitivismo que ainda nos habita.
O ator, muitas vezes, precisa interpretar personagens cujo perfil psicológico é repleto de sentimentos contrários ao amor. Isso nos leva a abordar esses sentimentos nos laboratórios que realizamos. Como lidar com eles? É simples: abordá-los não significa incentivá-los. O fato de a violência ser usada como recurso em uma cena não quer dizer que a agressão se faça necessária nos exercícios. Sempre encerramos os nossos laboratórios com dinâmicas que valorizam o amor e a fraternidade; enfim, as virtudes em geral. O amor é a destinação de todos nós, por isso sempre procuramos deixar nos membros do grupo teatral a influência benéfica desse sentimento maior.
Nosso esclarecimento é motivado pelo argumento de muitos pseudo-artistas que, apoiados no frágil princípio de que a arte dever ser livre, tentam apartá-la da verdadeira moral.
Aprendemos com os ensinos do meigo Jesus que a verdadeira liberdade está em vivermos harmonizados com as leis de Deus. Assim, torna-se inconcebível imaginarmos uma verdadeira liberdade alicerçada na imoralidade.
A nossa proposta é a de fazer com que o membro do grupo teatral espírita atente para o fato de que, antes de ser um artista, ele é um espírito, devendo acima de tudo procurar vivenciar o Evangelho de Jesus em todas as atividades de sua vida.
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